Uma das coisas mais contraditórias da internet é o uso corporativo das mídias sociais. As empresas preocupam-se em criar páginas bacanas, com conteúdo interessante e tudo mais, mas esquecem de um ponto muito importante para o sucesso da sua estratégia: o público interno.
Colaboradores, de todos os setores, são consumidores beta dos produtos, e potenciais influenciadores, mesmo que apenas entre sua rede particular. E isso nas mídias sociais, meus amigos, já é muito.
E nem vamos comentar sobre possíveis danos de não acompanhar seus colaboradores na rede…falar mal do chefe e dos produtos da empresa é passível de demissão, mas muita gente esquece disse e sai xingando muito no Twitter. Como dizia aquele velho ditado, melhor prevenir do que remediar. Você não precisa demitir um funcionário, alguém em quem você investiu com treinamento e muito mais, porque ele criou um meme com o seu rosto. Traga esse cara para trabalhar com você na divulgação da empresa, libere o Facebook pra ele curtir sua página e acompanhar o que sua marca fala na rede. Crie grupos privados apenas para colaboradores, engaje essas pessoas.
Sim, no horário de trabalho. Ou você acha que ele vai entrar na fan page da empresa após o expediente, curtir e compartilhar tudo, bem feliz? Não, é claro que não. Esse comportamento existe, mas não é o da maioria. E o que você precisa nas redes? De maiorias, então não tome como exemplo as exceções.
A revista Você S.A. publicou esse mês um estudo sobre o uso corporativo das mídias sociais. O texto mostra que a satisfação no trabalho pode estar associada ao nível de acesso às redes pelos funcionários. E funcionário motivado todo mundo quer, não é mesmo? Então dá uma lida aqui:
Se 70% das empresas mundiais admitem fazer uso das novas plataformas de mídia, não é contraditório que a maioria delas ainda dê acesso restrito no ambiente de trabalho aos mesmos espaços? Pense nisso.



